Será que pessoas egressas das prisões podem contar com as igrejas?

É sabido que, após cumprir sua pena, pessoas que deixam o sistema prisional encontram grandes dificuldades de reinserção social. Encontrar um trabalho, por exemplo, para ganhar a vida honestamente passa a ser um grande desafio. Para muitos ocorre a perda dos vínculos familiares, que dificulta a existência de apoio para a retomada da vida fora da prisão. O Brasil tem uma população carcerária de 726.712 pessoas, ficando atrás apenas de Estados Unidos e China. Existe ainda 586.951 mandatos em abertos (dados de 19/07/2018). Ou seja, estamos falando de milhares de pessoas que vivem o desafio da reinserção social após o cumprimento da pena.

Dando continuidade à série de reuniões do Ministério da Segurança Pública com lideranças religiosas, no último dia 12 de setembro, em Brasília, ocorreu a quarta reunião. O assunto foi este: como egressos do sistema prisional podem ser apoiados por projetos de igrejas e organizações sociais religiosas? A Aliança Evangélica esteve representada pelo Pastor Welinton Pereira, Assessor do Núcleo de Direitos Humanos e Advocacy da Aliança, que também exerce a função de Diretor Adjunto da Visão Mundial.

As igrejas estão sendo convidadas a apresentarem propostas de atuação com recursos do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), por meio de edital. O chefe de gabinete do ministro convidou a Visão Mundial para ajudar na coordenação das propostas com as igrejas considerando a burocracia estatal e grande exigência de documentos. A Visão Mundial, propõe a formação de uma rede de igrejas que atuem nessa área e tenham interesse em participar com ações voltadas a esse desafio. Iniciativa essa que conta com o apoio da Aliança Evangélica. Interessados podem escrever diretamente para o Pr. Welinton, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Com a criação do Ministério da Segurança Pública, o governo tem procurado implantar ações que atendam as demandas crescentes no Brasil nessa área. Recentemente foi sancionada lei que cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) para fortalecer "as ações de prevenção e resolução pacífica de conflitos, priorizando políticas de redução da letalidade violenta, com ênfase para os grupos vulneráveis". A política será estabelecida pela União e está prevista para durar dez anos. “Caberá aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecerem suas respectivas políticas a partir das diretrizes do plano nacional".

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