A Necessária Independência e Harmonia dos Poderes Para Enfrentamento da Pandemia

A Necessária Independência e Harmonia dos Poderes Para Enfrentamento da Pandemia

O momento vivenciado pelo mundo inteiro requer a união de forças para combate à epidemia do COVID-19. O Brasil faz parte desse contexto, mas, infelizmente, temos observado o acirramento dos ânimos entre os chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Por: Aliança Cristã Evangélica Brasileira
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A Constituição Federal do Brasil prevê em seu art. 2º, que os Poderes da República são independentes. Isso configura-se essencial numa democracia, já que, assim não sendo, poderia haver concentração de poderes, sobreposição dos mesmos e exercício de atribuições sem a plenitude necessária. Por outro lado, o mesmo dispositivo determina que os referidos Poderes devem ser harmônicos entre si, contribuindo um com o outro para a plena satisfação dos direitos garantidos aos cidadãos brasileiros pela Constituição Federal, bem como para a governabilidade plena do país.

Diferenças político-ideológicas existentes em qualquer democracia, nesse momento não podem se sobrepor ao combate de um mal que está acometendo toda a sociedade brasileira. O interesse público deve estar acima de quaisquer intrigas e desafeições pessoais. O governo deve ser exercido conjuntamente pelos Poderes, cada qual com sua atribuição, desconsiderando vaidades, mas sim, priorizando o serviço à população, conforme nos ensinou o Senhor Jesus em Lucas 22:26:

“Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.”

Isto posto, para o bem da nação e de todos os brasileiros, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira conclama os chefes dos Poderes da República a:

  • relevarem suas diferenças e não colocarem atritos acima dos interesses dos cidadãos brasileiros;
  • exercerem suas atribuições constitucionais desprovidos de sentimentos de vingança e/ou revanchismo;
  • estabelecerem estratégias conjuntas e harmoniosas para combate à pandemia do COVID-19;
  • executarem suas atividades com sabedoria, colocando o bem estar do povo brasileiro acima de tudo;
  • terem sensibilidade com a sociedade brasileira neste momento de crise econômica aguda, dando o exemplo através de corte de vencimentos e privilégios que usufruam no exercício de cargos públicos;
  • serem sábios nas medidas econômicas adotadas para atenuação da crise econômica provocada pela pandemia, dando especial atenção à população mais vulnerável, para garantia de sua subsistência.
autor: Aliança Evangélica Brasileira

Gustavo Gois é advogado especializado na área do Direito do Terceiro Setor, em implantação de modelos de gestão nas organizações sem fins lucrativos e desenvolvimento jurídico e organizacional de projetos de sustentabilidade corporativa. É Membro da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR, assessor jurídico da Aliança Cristã Evangélica Brasileira e da RENAS – Rede Evangélica Nacional de Ação Social.

Comments (5)

Marcelo de Araújo Quirino

Gostaria de saber o que essa respeitada organização evangélica tem feito para dar um basta nessa relação promíscua entre líderes evangélicos conhecidos em nosso país e esse governo desorganizado e afundado em crimes de corrupção e desrespeito ao povo brasileiro. Afinal, um presidente que foi eleito tendo como compromisso a honestidade e a transparência tem dado provas mais do que inegáveis de sua incompetência e sua falta de compromisso com a ética e a honestidade, interferindo no trabalho de seus ministros mais competentes para atender seus interesses pessoais e de um grupo de apoiadores inescrupulosos. Não há como negar isso, as evidências falam por si mesmas. No entanto, líderes evangélicos como Silas Malafaia e Marcos Feliciano enchem a boca para elogiar tal patife. Será que eles têm algum interesse escuso em continuar com essa vergonha para as igrejas evangélicas? Isso sem contar que esse governo tem desmoralizado inclusive as forças armadas, permitindo a atuação de grupos de manifestantes desordeiros e violentos nos arredores do Palácio do Planalto. Aliás, essas manifestações tem um caráter, além de agressivo e desordeiro, um fundo de culto a personalidade vergonhoso, uma verdadeira idolatria a um homem que envergonha a nossa nação. Urge às lideranças evangélicas darem um basta a essa relação perigosa e estranha entre igrejas e um governante que representa o que há de mais anticristão no país, um homem que é abertamente a favor de ditadura e tortura (não há como negar isso, as entrevistas dele são conhecidas desde muito tempo). Esperamos que essa organização cristã tão conceituada não tenha sido contaminada com essa vergonhosa, repito, relação promíscua entre igrejas e políticos desonestos. Lembremos sempre que Jesus disse: “Meu reino não é desse mundo”. No entanto, as igrejas evangélicas parecem ter copiado a igreja romana apóstata e ambicionado o poder temporal.

Roberto Marcos da Silva

Agradeço e parabenizo pelo posicionamento da ACEB diante do difícil momento que vive o Brasil, oro para que chegue aos devidos destinatários ! Me permitam apenas acrescentar aos itens conclamados, que os chefes dos Poderes da República busquem ainda a devida sinergia nas ações entre municípios, estados e governo federal de maneira a não competir nem conflitar.

Fez uma ótima colocação, diante dos fatos.

Excelente posicionamento de uma entidade regida por valores cristãos nestes tempos de turbulências na sociedade brasileira.

Cilene Franco Gois

Parabéns pelo texto….Se todos entendessem e praticassem, não estaríamos vivendo momentos tão difíceis…Que o Senhor os abençõe!!!

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